É um sábado, quase meia-noite. Um vizinho realiza uma festa com luzes verdes e vermelhas e som altíssimo. Tudo isso em frente à varanda do meu quarto. Minha cabeça dói. Não só pelo som, que realmente é estrondoso e eu não entendo estar tão alto assim, mesmo depois do horário permitido. Acredito que fiquei muito ao Sol hoje cedo e estou com um choro iminente que recuso a liberar.
Resolvi não sair de casa esta noite, mas, de repente, sinto-me incomodada pela falta de companhia que me cerca. As coisas mudaram.
Poderia encontrar amigos e conversar a noite toda. Na verdade, perdi a vontade de falar. Falar é sempre relembrar. E algumas situações não devem ser nunca mais removidas de onde estão.
Já fui bem mais sonhadora. Alegro-me em pensar que isso possa ser maturidade, mas entristeço com a possibilidade de ser falta de esperança. Hoje, o mais longe onde vou é à Paris, nos meus sonhos preferidos.
Sem dúvida, hoje, tenho mais paciência. Abstenho-me de situações e pessoas que me desagradam, mesmo que tenha que encará-las todos os dias.
Esqueço facilmente de rostos e nomes; dificilmente, de dores e amores.
Começo a acreditar que se não é possível viver um amor verdadeiro e transparente, é melhor ficar sozinha, do que me distrair com amores foscos. Não gosto de tocar o que não vejo.
O choro agora já não é iminente. É uma súplica por um sonho que me mova.
Isso tudo é maturidade?! Diga-me que não. Porque não sou capaz de suportar o resto da minha vida sem sonhar, sem dormir bem, sem falar e sem amar.
Sobreviver não me basta...
O vizinho continua com o som alto, penso em ligar para alguém ou para a polícia, quem sabe, mas desisto, por simples e pura preguiça. Minha cabeça ainda dói, mesmo após eu tomar um remédio e meu estômago me incomoda. Serão as borboletas dentro dele, que há tempo não se movem e também suplicam por um sonho?
Pobres borboletas...
Quem sou eu
- Camila
- Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
- Eu vivo entre asteróides. Nesses sei quem são os habitantes. Seus nomes e rostos. Sei de bons amigos e conhecidos. Inimigos eu não tenho, porque não me faz bem carregar o mau. Só aguardo o cometa mais próximo, para me levar até um conhecido que possa me desenhar um carneiro e me cativar.
15 de ago. de 2009
As perdas são assim...
Perdemos nossa casa e, então, ficamos sem saber em que posição e que lado da cama dormir, onde colocar a escova de dentes, guardar as velhas lembranças, com quem conversar... A casa nova parece uma estranha, em quem você não confia. Barulhos desconhecidos, vizinhos novos e, quase sempre, tão chatos quanto os antigos. A vaga da garagem não parece nem um pouco acolhedora e, muito menos, o síndico do prédio. E a saudade bate forte, quando deitamos na mesma cama velha, na moradia nova...
Perdemos o carro e não sabemos quantos quilômetros por litro o emprestado faz, quantas libras para calibrar os pneus, quanto da embreagem liberar sem que o carro morra. Não sabemos se podemos comer, beber e carona dar naquele automóvel que nem é seu, mas que uma criatura caridosa lhe emprestou. E sempre sentimos falta daquele velhinho mesmo, rodado, sujinho, com brinquedos espalhados por todos os cantos, com porta-luvas estragado, que sempre abre quando passamos num buraco. Aquele que nos acompanhou nos momentos mais tristes e levou para os lugares mais bonitos e inesquecíveis...
Perdemos o contato com aquele parente distante, que não vemos há anos e, assim, esquecemos do seu olhar, seu cheiro e ficamos com o peito apertado por não saber como o seu sorriso está (e se há sorriso). A dor de amar alguém distante parece ingrata, como se fosse tão fácil alcançá-los, mas não nos é permitido...
Perdemos parentes e amigos para a morte, perda dolorosa... Que nos faz sentir aquele velho nó na garganta, uma vontade de chorar a qualquer hora, em qualquer lugar e, então, ficamos sem rumo, sem sonhos, sem ânimo.. o luto nos acompanha em cada esquina, parece nos consumir toda a energia e a tristeza fica escancarada no rosto bege e inconsolável...
Perdemos família... e questionamos se um dia uma nova irá se formar. Aquela, agora, existe incompleta e sempre haverá de ser. Agora, novas se formam, com pessoas estranhas, mas que devemos acolher seja por respeito, gostar ou suportar. Parecem intrusos que só querem destruir nossas esperanças ou nossas boas lembranças... e assim eles o fazem...
Perdemos amigos.. aqueles que acreditávamos ser tão leais, mas nos abandonam quando deles mais precisamos. Amigos ingratos, superficiais e covardes. Então, cada novo parece nos trazer a amarga dúvida da confiança, para quem contar, com quem chorar. Sorrir junto é fácil...
As pessoas mudam com as horas... a vida, com os minutos... Por isso, às vezes, é difícil suportar e aceitar cada mudança. Elas são repentinas, passam por nós como furacões, sem pedir licença, por favor ou dizer adeus. E, assim, devemos viver com escudos, armaduras e elmos, para que a cada nova experiência o coração tenha tempo de se resguardar do que machuca e ocorre aqui fora...
Perdemos o carro e não sabemos quantos quilômetros por litro o emprestado faz, quantas libras para calibrar os pneus, quanto da embreagem liberar sem que o carro morra. Não sabemos se podemos comer, beber e carona dar naquele automóvel que nem é seu, mas que uma criatura caridosa lhe emprestou. E sempre sentimos falta daquele velhinho mesmo, rodado, sujinho, com brinquedos espalhados por todos os cantos, com porta-luvas estragado, que sempre abre quando passamos num buraco. Aquele que nos acompanhou nos momentos mais tristes e levou para os lugares mais bonitos e inesquecíveis...
Perdemos o contato com aquele parente distante, que não vemos há anos e, assim, esquecemos do seu olhar, seu cheiro e ficamos com o peito apertado por não saber como o seu sorriso está (e se há sorriso). A dor de amar alguém distante parece ingrata, como se fosse tão fácil alcançá-los, mas não nos é permitido...
Perdemos parentes e amigos para a morte, perda dolorosa... Que nos faz sentir aquele velho nó na garganta, uma vontade de chorar a qualquer hora, em qualquer lugar e, então, ficamos sem rumo, sem sonhos, sem ânimo.. o luto nos acompanha em cada esquina, parece nos consumir toda a energia e a tristeza fica escancarada no rosto bege e inconsolável...
Perdemos família... e questionamos se um dia uma nova irá se formar. Aquela, agora, existe incompleta e sempre haverá de ser. Agora, novas se formam, com pessoas estranhas, mas que devemos acolher seja por respeito, gostar ou suportar. Parecem intrusos que só querem destruir nossas esperanças ou nossas boas lembranças... e assim eles o fazem...
Perdemos amigos.. aqueles que acreditávamos ser tão leais, mas nos abandonam quando deles mais precisamos. Amigos ingratos, superficiais e covardes. Então, cada novo parece nos trazer a amarga dúvida da confiança, para quem contar, com quem chorar. Sorrir junto é fácil...
As pessoas mudam com as horas... a vida, com os minutos... Por isso, às vezes, é difícil suportar e aceitar cada mudança. Elas são repentinas, passam por nós como furacões, sem pedir licença, por favor ou dizer adeus. E, assim, devemos viver com escudos, armaduras e elmos, para que a cada nova experiência o coração tenha tempo de se resguardar do que machuca e ocorre aqui fora...
7 de ago. de 2009
Home Sweet Mess
Depois de dias sem escrever, volto ao meu Blog, para agradecer novamente tanto apoio e crítica (!) e prestar esclarecimento aos meus queridos 5 leitores, sobre minha ausência.
Após uma tranquila viagem de volta, na serena poltrona 17, cheguei em Belo Horizonte e fiquei transtornada (sem exageros).
Minha irmã trouxe-me em casa sem grandes tragédias, até eu perceber que ela não havia calibrado os pneus do meu carro, assim como eu pedi, com todo o carinho e doçura de irmã mais nova que possuo, por natureza. Segundo ela, por natureza, irmãs mais velhas têm ocupações demais para se preocupar com os carros das outras que, portanto, à distância, devem arrumar um modo telepático, acredito eu, de calibrar o pneu que insiste em esvaziar.
Assim, subi para meu apartamento, feliz por ter chegado em casa, que sempre é bom, até lembrar de uma frase que criei na última longa viagem que fiz - Home Sweet Mess-.
Não que minha casa seja uma bagunça, mas chegar após um período de tempo prolongado é sempre conflituoso. É como se ela descontasse em mim toda a carência que sentiu o tempo em que fiquei fora. Ora! Quem sou eu para deixar aquela cama desocupada e sem as pipocas espalhadas que me fazem cosquinha, na hora de dormir?! E sem regar as plantas?! Que criatura maléfica sou eu ! E a cozinha, então?!!! Odeia-me mais do que qualquer outro cômodo, pois ficar sem esquentar o fogão ou dar à toneira o prazer de sentir a águinha gelada passar pelos seus tubos é muita maldade.
Ficar sem abrir a geladeira por 15 dias... Ah! É.. Um pânico!! Um desespero!! Sempre sai algo dali que me envenena pela semana seguinte, não por alimentação, claro, mas pelo simples olfato ou visão. Porque abrir a porta daquele simples eletrodoméstico depois de dias de ausência, mesmo tendo deixado ali apenas os alimentos que eu acreditava que não iam estragar, é sempre um dano à camada de ozônio ou aos meus olhos. Sempre fica aquela latinha de ervilha aberta que esqueço atrás do pote da margarina light e não vi, porque saí com pressa, pelo motivo já explicitado no texto "A Poltrona 43". E o continente e conteúdo foram tomados por uma devastadora camada de microorganismos que, provavelmente, sei o nome, mas não quis pensar e só quis eliminar, urgentemente, da minha querida geladeira. Depois de retirar o nocivo de casa, colocar a roupa suja para lavar e perceber que não tinha limpa para usar, precisei pensar numa estratégia para retirar meu carro da garagem, pois meu macaco não funciona e meu pneu, definitivamente, não rodava naquele estado.
Minha irmã mais velha esqueceu que as pessoas de seu cargo devem honrar com certas obrigações, como emprestar o carro para as caçulas quando não calibram o pneu destas, mas rapidamente foi lembrada e convencida desse mandamento de irmandade. Com isso, saí de casa satisfeita por poder rodar pelo bairro novamente até perceber que houve um assassinato nele. E dos trágicos, com muito sangue e lágrima. Antes da minha viagem, havia uma placa a poucos quateirões do meu prédio: "Revitalização da Praça José Cavallini" e então, volto de viagem e percebo que não há placa e, sim, um outdoor daqueles iluminados, a la Stephen King: "Assassinato da Praça José Cavallini".
Onde foi parar a praça?!!! Eu pergunto à BH Trans: Onde foi parar a Praça? Porque depois de dias circulando por ali, percebi que ainda há uma mini placa com o escrito da suposta revitalização. Além de nos empregar inúmeras multas absurdas por dia, ainda derrubam a pequena praça do meu bairro?! Onde estaciono todos os dias para comprar o pão na padaria, pagar as contas na Loteria e alugar 4 filmes e pagar 3, na locadora?!! Onde paro o carro agora?! E onde mais verei o célebre busto de José Cavallini?! Faça-me o favor!
Incrível como em quinze dias, uma prestadora de serviços milionária, que trabalha para a prefeitura, pode destruir uma praça e a única lembrança que tenho de um homem que nem sei quem foi, mas estava ali, todos os dias.
Na verdade, não interessa contar como terminou a história do carro, porque até hoje não acabou. Minha roda do step ainda está com o borracheiro -acredito eu-, pois não tive tempo de passar lá essa semana.
Biel voltou de viagem um pouco mais enegrecido, pelos raios UV da praia e de uma forma maravilhosa que só meus olhos vêem e lindo, como acredito que todos os outros com bons gostos vêem.
Mas confesso que voltar para casa é conflituoso. É bom estar em minha cidade e saber andar por aqui -menos nos cruzamentos que criaram no lugar da praça- e ter um supermercado diversificado e com biscoitos que não têm nome de mulher e leites nomes de fazenda. Porém, estar em Belo Horizonte é relembrar da conta do telefone que chega logo no início do mês; da geladeira que, após da eliminação, encontra-se totalmente privada de qualquer alimento; é olhar para a poeira acumulada do chão e não poder ignorá-la e, enfim, é perceber que o Brasil está submerso na paranóia suína que a Globo criou!!
Nova função do Jornal Nacional: contagem de mortos. O que importa é criar pânico! E o país é liderado por uma pessoa tão culta e que sabe o valor da educação, que seu Ministério da Saúde sugere que as Escolas, Universidades e Pagou-Entrou adiem as aulas, para evitarmos transmissão do vírus. Para onde podemos ir, pergunto eu, uma cidadã sem praça. Para o bar, claro. Ou, então, para o cinema, shoppings, clubes, exposição no interior. Será que o Presidente acredita que vamos ficar em casa contando, junto com o casal maravilha, o número de mortos?! Não, obrigada. Eu prefiro o calor de me aglomerar com as pessoas em todos esses locais em que fico muito mais exposta à transmissão e não aprendo nada, a não ser o endereço do bar mais barato, o novo pulo na piscina da criançada, a nova música de sucesso que toca na rádio que eu nunca escuto. Mas, colega Lula, vamos combinar, acabou o kindergarden e as férias também, se Dona Marisa ainda não lhe informou. Deixe que o povo estude, pelo menos enquanto há escola para-quase todos. Na Faculdade, certamente, correrei riscos, mas, inacreditavelmente falando, já deu, né?! Porque engolir o slogan: "Pare a Educação! O resto, deixe! " É demais... Há pessoas que gostam de estudar nesse país. E o povo agradece... com C e não Ç.
No mais, é isso. Termino aqui outro texto gigante em que a maioria dos leitores fica pela metade, feliz por ter escrito e ansiosa pelos resultados dos meus exames de amanhã, que indicarão se tenho uma doença grave ou não. :) Sem suínos no meio.
Obs.: E ninguém lembra mais do Michael Jackson. Ele morreu do quê, afinal?!
Após uma tranquila viagem de volta, na serena poltrona 17, cheguei em Belo Horizonte e fiquei transtornada (sem exageros).
Minha irmã trouxe-me em casa sem grandes tragédias, até eu perceber que ela não havia calibrado os pneus do meu carro, assim como eu pedi, com todo o carinho e doçura de irmã mais nova que possuo, por natureza. Segundo ela, por natureza, irmãs mais velhas têm ocupações demais para se preocupar com os carros das outras que, portanto, à distância, devem arrumar um modo telepático, acredito eu, de calibrar o pneu que insiste em esvaziar.
Assim, subi para meu apartamento, feliz por ter chegado em casa, que sempre é bom, até lembrar de uma frase que criei na última longa viagem que fiz - Home Sweet Mess-.
Não que minha casa seja uma bagunça, mas chegar após um período de tempo prolongado é sempre conflituoso. É como se ela descontasse em mim toda a carência que sentiu o tempo em que fiquei fora. Ora! Quem sou eu para deixar aquela cama desocupada e sem as pipocas espalhadas que me fazem cosquinha, na hora de dormir?! E sem regar as plantas?! Que criatura maléfica sou eu ! E a cozinha, então?!!! Odeia-me mais do que qualquer outro cômodo, pois ficar sem esquentar o fogão ou dar à toneira o prazer de sentir a águinha gelada passar pelos seus tubos é muita maldade.
Ficar sem abrir a geladeira por 15 dias... Ah! É.. Um pânico!! Um desespero!! Sempre sai algo dali que me envenena pela semana seguinte, não por alimentação, claro, mas pelo simples olfato ou visão. Porque abrir a porta daquele simples eletrodoméstico depois de dias de ausência, mesmo tendo deixado ali apenas os alimentos que eu acreditava que não iam estragar, é sempre um dano à camada de ozônio ou aos meus olhos. Sempre fica aquela latinha de ervilha aberta que esqueço atrás do pote da margarina light e não vi, porque saí com pressa, pelo motivo já explicitado no texto "A Poltrona 43". E o continente e conteúdo foram tomados por uma devastadora camada de microorganismos que, provavelmente, sei o nome, mas não quis pensar e só quis eliminar, urgentemente, da minha querida geladeira. Depois de retirar o nocivo de casa, colocar a roupa suja para lavar e perceber que não tinha limpa para usar, precisei pensar numa estratégia para retirar meu carro da garagem, pois meu macaco não funciona e meu pneu, definitivamente, não rodava naquele estado.
Minha irmã mais velha esqueceu que as pessoas de seu cargo devem honrar com certas obrigações, como emprestar o carro para as caçulas quando não calibram o pneu destas, mas rapidamente foi lembrada e convencida desse mandamento de irmandade. Com isso, saí de casa satisfeita por poder rodar pelo bairro novamente até perceber que houve um assassinato nele. E dos trágicos, com muito sangue e lágrima. Antes da minha viagem, havia uma placa a poucos quateirões do meu prédio: "Revitalização da Praça José Cavallini" e então, volto de viagem e percebo que não há placa e, sim, um outdoor daqueles iluminados, a la Stephen King: "Assassinato da Praça José Cavallini".
Onde foi parar a praça?!!! Eu pergunto à BH Trans: Onde foi parar a Praça? Porque depois de dias circulando por ali, percebi que ainda há uma mini placa com o escrito da suposta revitalização. Além de nos empregar inúmeras multas absurdas por dia, ainda derrubam a pequena praça do meu bairro?! Onde estaciono todos os dias para comprar o pão na padaria, pagar as contas na Loteria e alugar 4 filmes e pagar 3, na locadora?!! Onde paro o carro agora?! E onde mais verei o célebre busto de José Cavallini?! Faça-me o favor!
Incrível como em quinze dias, uma prestadora de serviços milionária, que trabalha para a prefeitura, pode destruir uma praça e a única lembrança que tenho de um homem que nem sei quem foi, mas estava ali, todos os dias.
Na verdade, não interessa contar como terminou a história do carro, porque até hoje não acabou. Minha roda do step ainda está com o borracheiro -acredito eu-, pois não tive tempo de passar lá essa semana.
Biel voltou de viagem um pouco mais enegrecido, pelos raios UV da praia e de uma forma maravilhosa que só meus olhos vêem e lindo, como acredito que todos os outros com bons gostos vêem.
Mas confesso que voltar para casa é conflituoso. É bom estar em minha cidade e saber andar por aqui -menos nos cruzamentos que criaram no lugar da praça- e ter um supermercado diversificado e com biscoitos que não têm nome de mulher e leites nomes de fazenda. Porém, estar em Belo Horizonte é relembrar da conta do telefone que chega logo no início do mês; da geladeira que, após da eliminação, encontra-se totalmente privada de qualquer alimento; é olhar para a poeira acumulada do chão e não poder ignorá-la e, enfim, é perceber que o Brasil está submerso na paranóia suína que a Globo criou!!
Nova função do Jornal Nacional: contagem de mortos. O que importa é criar pânico! E o país é liderado por uma pessoa tão culta e que sabe o valor da educação, que seu Ministério da Saúde sugere que as Escolas, Universidades e Pagou-Entrou adiem as aulas, para evitarmos transmissão do vírus. Para onde podemos ir, pergunto eu, uma cidadã sem praça. Para o bar, claro. Ou, então, para o cinema, shoppings, clubes, exposição no interior. Será que o Presidente acredita que vamos ficar em casa contando, junto com o casal maravilha, o número de mortos?! Não, obrigada. Eu prefiro o calor de me aglomerar com as pessoas em todos esses locais em que fico muito mais exposta à transmissão e não aprendo nada, a não ser o endereço do bar mais barato, o novo pulo na piscina da criançada, a nova música de sucesso que toca na rádio que eu nunca escuto. Mas, colega Lula, vamos combinar, acabou o kindergarden e as férias também, se Dona Marisa ainda não lhe informou. Deixe que o povo estude, pelo menos enquanto há escola para-quase todos. Na Faculdade, certamente, correrei riscos, mas, inacreditavelmente falando, já deu, né?! Porque engolir o slogan: "Pare a Educação! O resto, deixe! " É demais... Há pessoas que gostam de estudar nesse país. E o povo agradece... com C e não Ç.
No mais, é isso. Termino aqui outro texto gigante em que a maioria dos leitores fica pela metade, feliz por ter escrito e ansiosa pelos resultados dos meus exames de amanhã, que indicarão se tenho uma doença grave ou não. :) Sem suínos no meio.
Obs.: E ninguém lembra mais do Michael Jackson. Ele morreu do quê, afinal?!
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