Quem sou eu

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Eu vivo entre asteróides. Nesses sei quem são os habitantes. Seus nomes e rostos. Sei de bons amigos e conhecidos. Inimigos eu não tenho, porque não me faz bem carregar o mau. Só aguardo o cometa mais próximo, para me levar até um conhecido que possa me desenhar um carneiro e me cativar.

10 de dez. de 2009

Velhos Natais (2007)

Outro dia estava indo buscar meu filho, quando passei por uma casa onde havia milhares de luzinhas de Natal (ou lilis de natal, como eu as chamava na infância). Além delas, havia vários bonecos de Papai Noel, renas e duendes. Eis que, então, tive um pensamento. Sempre achei que pessoas que amam montar árvores e que enfeitam a casa com incontáveis lilis são aquelas felizes demais ou têm filhos/netos demais. Pois quando você tem descendentes, faz questão de realizar todo o ritual: desenterrar do armário a árvore de natal, procurar a lampadazinha que está dando mal contato em todas as outras, colocar aqueles enfeites de 10 anos atrás junto com uns novos que ganhou numa promoção da loja de conveniência. Sim..nossos filhos adoram tudo isso e compensa perder algumas horas nesse processo. Afinal, para eles é ali que o Papai Noel vai deixar os presentes de Natal, na noite mágica. A regra é: quanto mais luzes, mais os olhos deles brilham. Então, você deixa suas janelas e sacada repleta de lâmpadas piscantes que chamam a atenção do outro quarteirão.

A outra hipótese, de pessoas felizes demais me parece mais remota, já que é difícil ser tão feliz assim nos dias de hoje. Veja: feliz o suficiente para deixar sua casa cerca de 2 meses com bonequinhos de neve em cada canto e conta de luz ligeiramente mais cara. Há aqueles que são tão alegres em sua vida que mudam a regra anterior: o número de lilis representa o tamanho da minha felicidade!! Ou, quem sabe, a quantidade de reais em minha conta bancária. É.. a felicidade é diretamente proporcional ao seu saldo bancário, com pouquíssimas exceções.
Bem, no fim, o que me veio à cabeça ao ficar olhando aquele carrossel de animais e Papai Noel inflável foi querer bater naquela porta e perguntar em qual das minhas 2 hipóteses eles se encaixavam. Porque se fosse na 1ª, é certo que a prole deles era imensa e eu ia sair dali satisfeita, sem achar minha vida banal. Afinal, se eles se encaixassem na 2ª, eu ia precisar saber do motivo de tamanha felicidade, porque minha conta bancária é vergonhosa, meu peso está acima do normal, a raiz do meu cabelo está enorme, meus relacionamentos são fracassados e meu carro está com problemas elétricos. Logo, eu imagino que eles teriam uma solução ou, ainda, iriam me mostrar os lados positivos em minha vida, pois pessoas alegres gostam de ajudar os outros. E, assim, eu iria embora dali com a esperança de que amanhã seria melhor.

Porém, como não tive tempo nem coragem de bater naquela porta que parecia a fábrica do bom velhinho, eu fui embora com a esperança de que, no Natal, Papai Noel deixe em minha árvore um bilhete: "Ano que vem será melhor!" E, dessa forma, minha casa será como aquela da esquina, mas sem o carrossel de renas... ele é exagerado demais...

Boas festas!!!

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