Bem...sou mãe, um pouco ausente, não porque eu queira, mas sou totalmente dedicada e apaixonada pelo meu filho..
Leio sempre o jornal do dia anterior, durante o café, pois não tive tempo de lê-lo ontem e porque quando acordo, o do dia ainda não chegou. Acostumei com isso e sinto falta quando o jornal de ontem, por qualquer razão do destino, não está na mesa do café. Pulo a parte de política, que, além de me entediar, causa-me repulsa e decepção. Leio a parte internacional e a parte policial. Não que eu goste de sofrer, mas sempre é bom saber até onde o ser humano é capaz. Até estupro de um bebê de 3 a 4 semanas já li. Leio a parte de cultura e os horários do cinema e os filmes que estrearam, mesmo sabendo que não os irei assistir. Só calculo quanto tempo terei que esperar para poder alugá-los e, caso algum esteja em várias salas de cinema em vários horários, sei que valerá a pena pagar uma fortuna na locadora para pegá-lo assim que lá chegar. Ou não. Harry Potter não me agrada.
Começo o meu dia assim. Conhecedora de todos os crimes os quais não acreditava ser possível e paciente por esperar aquela estréia sair do cinema e abrir caminho para as locadoras.
No carro,escuto um pouco de música para tentar distrair minha mente das obras que me fazem acordar meia hora antes, pois deixam o trânsito caótico. E já começo a imaginar onde encontrarei uma vaga, onde quer que eu vá e quantas voltas terei que dar para achá-la.
Leio sempre o jornal do dia anterior, durante o café, pois não tive tempo de lê-lo ontem e porque quando acordo, o do dia ainda não chegou. Acostumei com isso e sinto falta quando o jornal de ontem, por qualquer razão do destino, não está na mesa do café. Pulo a parte de política, que, além de me entediar, causa-me repulsa e decepção. Leio a parte internacional e a parte policial. Não que eu goste de sofrer, mas sempre é bom saber até onde o ser humano é capaz. Até estupro de um bebê de 3 a 4 semanas já li. Leio a parte de cultura e os horários do cinema e os filmes que estrearam, mesmo sabendo que não os irei assistir. Só calculo quanto tempo terei que esperar para poder alugá-los e, caso algum esteja em várias salas de cinema em vários horários, sei que valerá a pena pagar uma fortuna na locadora para pegá-lo assim que lá chegar. Ou não. Harry Potter não me agrada.Começo o meu dia assim. Conhecedora de todos os crimes os quais não acreditava ser possível e paciente por esperar aquela estréia sair do cinema e abrir caminho para as locadoras.
No carro,escuto um pouco de música para tentar distrair minha mente das obras que me fazem acordar meia hora antes, pois deixam o trânsito caótico. E já começo a imaginar onde encontrarei uma vaga, onde quer que eu vá e quantas voltas terei que dar para achá-la.
Assisto à aula, com sono e olhando constantemente as horas, para poder sair rápido e ficar meia hora a mais com meu filho.Engulo o almoço, sem saber exatamente o que comi, somente com a certeza de que não é carne.
Levo meu filho para escola, só para vê-lo choramingar a minha ausência quando o deixo na porta.
Isso me faz perceber o quanto nos amamos e o quanto sentimos falta um do outro...
Volto para a faculdade. Durante o resto do dia, alguns eventos matinais se repetem, só que com mais sono e sempre c
om um pensamento na cabeça: nada.Porque se eu paro para pensar em tudo o que ocorre em minha vida, nas horas que deixo de ficar com meu filho, nas calorias que ingeri, no quanto de gasolina eu gasto, no barulho esquisito que meu carro faz, na luz laranja que acendeu no painel, se estou descabelada, se tomei meu remédio, se vai dar tempo para assistir um pouco de TV, em quanto tempo falta para eu formar, na dor no ombro e na cabeça, no golpe de kung fu que custo a aprender, no quanto tenho que estudar e, finalmente, se o jornal de hoje vai estar na mesa de café de amanhã, EU PARO de fazer tudo.
E, parada, eu não consigo ficar.
O melhor é acordar, ler o jornal, comer meu cereal, escovar meus dentes, pegar meu chicletes e ligar o carro...
Bem..
Talvez eu deva pensar sobre a luz laranja que insiste em acender no painel...
Observação: Quando escrevi esse texto, eu ainda tinha a alegria de poder almoçar com meu filho e levá-lo à escola. Hoje, não leio mais o jornal de ontem, nem sequer o de hoje. Se o mundo for acabar amanhã, por favor, avise-me. Obrigada.

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